quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Décimo dia

Combinamos ontem com o David que ele nos levaria a Montserrat hoje. Este lugar fica a mais ou menos uma hora de carro de Barcelona. É uma lugar montanhoso (montserrat significa montanha pelada, ou careca), com um grande mosteiro, igrejas, várias trilhas e uma vista que promete.

David passou pra nos pegar às 10h. A viagem pra lá foi um pouco mais demorada porque pegamos um certo trânsito – este final de semana tbém é prolongado aqui (segunda-feira, 12/10, tbém é feriado aqui). Por isto, muita gente tbém resolveu sair da cidade de carro. Mas nada que possa se comparar com o trânsito para a Região dos Lagos, por exemplo.

Já na estrada, o visual da montanha onde fica Montserrat é lindo. Chegando lá, é um pouco complicado de se estacionar (como toda Barcelona e arredores). Por isto paramos o carro bem antes da entrada do parque, o que nos obrigou a fazer uma caminhada de uns 20 minutos ladeira acima – a Lelê ameaçou desistir umas quatro vezes, mas aguentou firme. Ahahaha... Mas quando chegamos lá em cima, todo o sacrifício foi recompensado. Que lugar lindo! Que visual.

Chegando ao mosteiro de Montserrat


O mosteiro e a igreja de Nossa Senhora de Montserrat são belíssimos. Na igreja há uma fila gigantesca, que nunca diminui, para se ver de perto a imagem da santa, que fica na parte acima do altar. A fila percorre um caminho grande que vai da entrada da igreja e passa pela parte de trás do altar, subindo até a imagem da santa. Não entramos na fila, pra alívio do David, que já deve ter passado por lá várias vezes.

Mosteiro


Como pra baixo todo santo ajuda, chegamos no carro bem antes dos vinte minutos da subida. Voltamos por um caminho diferente do que fomos e derrepente o David entrou por dentro de uma cidadezinha com ruas de barro e ao pé da montanha até chegar a um restaurante que nunca imaginávamos existir ali. É um restaurante típico catalão, bem ao pé da montanha e todo cercado por um carregado olival. Vc paga um valor fixo e os pratos vão sendo servidos sem que vc escolha. Simplesmente uma orgia gastronômica. Uma coisa maravilhosa. Nos sentimos privilegiados porque era claro que aquele não era um lugar de turistas. Só quem conhece bem chega lá.

A entrada do restaurante, com as
montanhas de Montserrat ao fundo


A "orgia" gastronômica


O "pé de azeitonas" - espetáculo!


Chegamos em casa já era noite e já tínhamos duas festinhas pra ir: primeiro num pub não muito longe de casa. E a segunda era uma despedida de uma brasileira, amiga do David, que morava aqui e está de volta ao Brasil. A Lelê não quis ir à segunda festa, então, pra não deixar o David sozinho, fui com ele. Foi ótimo! Amanhã tem mais.

Mais uma noite, mais um pub.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Nono dia

Depois da noite de ontem, não tinha nenhuma chance de acordarmos cedo, né? Aliás, acordar já foi bastante difícil. Sem nenhuma disposição e numa ressaca infernal, a santa solução foi fazer um santo almocinho em casa mesmo – diga-se de passagem, que almocinho. Foi praticamente um banquete!

Almoço maravilhoso


Lá pelas cinco da tarde, depois de descansar do almoço e ainda de ressaca, recebemos a visita de uma amigona catalã, a Ana. Depois de meia hora de papo ela nos levou prá conhecer o bairro Raval, que é vizinho ao bairro Gótico. Segundo ela nos contou, este bairro, antes das olimpíadas de 92, era um bairro dominado pela prostituição e pela criminalidade. Era impossível passear pelo lugar. Com as Olimpíadas, derrubaram e reconstruíram parte do bairro e colocaram lá um mega moderno hotel. Hoje o lugar é bem bacana e agradável para se passear. Tomara que consigam fazer o mesmo no Rio.

Ana e Lelê em Raval


Demos uma volta bem grande a pé e, já cansados, sentamos numas das mesas externas de um barzinho ao lado do Museu de Arte Contemporânea (MAC), que tbém é novo no bairro.

Nós e o MAC


A noite já ia lá pelas 21h qdo saímos do barzinho e fomos encontrar o primo David e alguns dos amigos que estiveram no Brasil no Carnaval de 2008. Saímos do bairro Raval (perto do centro e do bairro Gótico e fomos, de trem (mó maneiro) até o bairro da Gracia. Lá primeiro tomamos umas cañas numa praça e depois fomos prum bar de tapas. Alguém da mesa ficava pedindo mil tapas diferentes. Comemos pra caramba e bebemos pra caramba tbém. A comida estava maravilhosa e a companhia da galera, que é pra lá de divertida, tbém. Lá pras tantas vieram com um vidro que parecia um daqueles vidros de experimentos de química, sabe? Pois é um Porrón e, é claro, tive que beber tbém. Tomei maior banho, mas bebi.

Muitos amigos em Gracia


Dedé e banho de Porron


Mais uma noite magnífica. Viva Barcelona e os amigos daqui.

domingo, 11 de outubro de 2009

Oitavo dia

Como fomos dormir cedo ontem, acordamos cedo hj. Depois do mercado de ontem, o café da manhã foi divino. Vááárias guloseimas maravilhosas e o mesmo dilema de ontem: qual a programação pra hj? Uma única unanimidade de novo: Corte Inglês nãããooo!!! Ahahahaha...

Pegamos de novo o metro, mas descemos em outra estação para explorarmos outra parte do centro: o bairro Gótico. Um espetáculo!

Ruazinha no bairro Gótico


Nesta ruazinha aí embaixo, tem uma tradição daqui que é de se fazer um pedido ao passar embaixo do arco (a rua, o arco e a tradição tem um nome, mas quem disse que eu lembro?). Crendices a parte, é tudo esplêndido.

O "arco dos pedidos"


Com toda a riqueza do nosso café da manhã, a fome da Lelê demorou um pouco mais a aparecer – pasmem! Resolvemos então, ao invés de um almoço, sentarmos em um dos milhões de barzinhos e beber uma cervejinha, comendo umas tapas (nome dado aqui aos aperitivos, ou petiscos (tira gosto), que se comem junto com a cervejinha, ou vinho). Esse bar é diferente: vc entra no bar e as tapas já estão todas prontas sobre os balcões. Vc faz um pratinho como quiser e leva pra mesa. Todas as tapas estão presas com um palito diferente. Vc come as tapas e guarda os palitos. Ao final, vai ao caixa e mostra quantos palitos “comeu” – daí calculam a sua conta. Legal, né? Uma delícia mesmo, mas imagina isso aí no Brasil. Ahahah...

Cañas, tapas e palitinhos


Voltamos pra casa e a noite começou com um jantar em família (tio, tias e primos) num restaurante próximo de casa. Dá uma olhada na carinha de felicidade da Lelê quando a caña (chope) dela chegou – era o maior copo da mesa. Parece até que o garçom, que por coincidência era brasileiro, adivinhou a quem agradar.

Que felicidade!


Após o jantar fomos com o primo David a um pub tbém pertinho de casa chamado Michael Colins (acho que se escreve assim) e lá conhecemos um outro primo. Bem bacana. Tomamos tooooodas e fomos embora, com um soluço teimosão, andando pra casa – quem disse que de manhã lembrávamos o caminho que fizemos pra chegar em casa? Ahahahah... Nossa primeira noitada em Barcelona foi ótima. Nota dez!

Eu e os primos - noite animada

Sétimo dia

Nosso dia começou com um divertido alongamento. Ahahahaha...

Alongamento matinal


Mais um dia belíssimo em Barcelona. Frio? Que nada. Céu azul e uns 27 graus que nos fazem suar no sol.

Mais uma vez acordamos um pouco tarde. Depois de comermos algumas coisinhas que os tios nos mandaram, sentamos, eu, Lelê e D. Leda, pra resolver qual seria a programação. Meio que sem nenhuma decisão tomada, a única unanimidade é que deveríamos fazer mais um passeio pelo centro e encontrar um restaurante legal por lá. O resto resolveríamos na hora.

No caminho do metro, resolvemos visitar a Sagrada Família, já que fica tão pertinho aqui de casa. Ela é uma igreja belíssima e muito grande – ocupa um quarteirão inteiro. Como muitas outras aqui, ela tbém está em obras. Nada que abale a beleza indescritível do lugar.

Sagrada Família


Depois de todas as dicas de ontem do David sobre o metro (aqui ele falam “métro”), não foi difícil fazer uma troca de linha e chegar ao centro.

Uma pequena caminhada e a Lelê já acusava fome (coisa rara, né? Ahahaha...). Elas acharam um restaurante que comeram na última vez que estiveram por aqui (Navarra). Sentamos e comemos divinamente.

Depois do almoço resolvemos dar uma volta no Corte Inglês, que, pra quem não sabe, é uma imensa loja de departamentos que está em toda a Europa. O lugar tem fama de bons preços. Andamos bastante e compramos algumas (poucas) coisinhas. Saímos de lá já no final da tarde e, como ainda queríamos fazer umas comprinhas de mercado, pegamos um táxi pra casa.

O mercado foi um capítulo a parte. Há muito tempo não vejo a Lelê tão eufórica. De fato o mercado daqui é maravilhoso, mas a bichinha ficou looouca. Patês, presuntos, queeeeeijos e tantas outras coisinhas... bem, pelo valor da conta acho que vcs poderão ter uma idéia: 97 euros. Ahahahaha...

"Compritchas"


Final de noite, em casa, com patês, queijos, presuntos... não precisávamos de mais nada. Bora ver amanhã.

sábado, 10 de outubro de 2009

Sexto dia

Depois de dormirmos muito pouco, acordamos bem cedo para pegar o avião. Com um certo trânsito em Lisboa, chegamos bem em cima da hora no aeroporto. No checkin, uma notícia já esperada: estamos com excesso de bagagem. Bobagem, né? Eu viajando com duas mulheres, quem poderia imaginar que isto aconteceria. Ahahahah... Mas tudo bem, apesar de ser um voo interno na Europa, estamos vindo do Brasil. Desta vez não pagamos nada. Bora ver na próxima.

Enfim Barcelona! O cartão de visitas foi o novíssimo, belíssimo e “gigantíssimo” terminal do aeroporto. Nos lembra em alto e bom tom que estamos no primeiro mundo. Sem chance de exagero, e pra vcs terem uma idéia, deve ser maior que o Galeão umas vinte vezes. E como é bonito.

Fomos recebidos por outro casal de tios da Lelê. Ótimos, simpáticos, alegres e muito dispostos a nos agradar em tudo.

Depois de um almoço catalão feito pela tia, ficamos bastante tempo papeando. Aí já deu pra perceber que em Barcelona não será tão fácil entender o idioma como foi em Lisboa. Estava bom demais pra ser verdade.

Saímos então com o primo David pra um passeio básico pelo centro de Barcelona. Pegamos um metro na porta de casa e em dez minutos estávamos andando pelas ruas belíssimas da cidade.

Lelê e David no Metro


Tudo muito lindo, vc anda por uma rua principal, entra numa ruazinha estreita, entra em outra e, do nada, surge um prédio belíssimo, de Gaudí, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Sem contar as praças, que do mesmo jeito aparecem sem que vc espere. Ao final de uma ruazinha simples, uma praça linda, cheia de gente bonita, limpíssima e com vários, eu disse vários, barzinhos simpáticos com gente bebendo.

Prédio de Gaudí (à direita)


Aliás, essa é uma particularidade de Barcelona. A cada 50 metros vc encontra pelo menos um barzinho simpático com mesinhas na calçada e cheio de gente. Isto é mesmo impressionante.

De uma dessas ruazinhas saímos numa belíssima praça onde fica a catedral da cidade. Apesar de estar em obras, dá uma olhada aí em como é bela.

Catedral de Barcelona


De tanto andarmos, o sapato da Lelê começou a lhe machucar os pés e rodamos várias lojas procurando por um par de havaianas. Havaianas legítimas nós não encontramos, mas uma genérica resolveu o problema. Sendo assim, nada mais nos restou se não sentar num dos muitos barzinhos e tomar umas cañas (chopes daqui).

Cañas com David

Ao voltarmos pra casa (a casa dos tios), um gostoso jantar, tbém catalão, estava nos esperando. Espetáculo! Depois disso, só casa e cama. Ahh... ficamos hospedados num apartamento que era da mãe da tia e que costuma ser alugado a estudantes. O apto tem modestos cinco quartos. Quem quiser vir pra cá e ficar conosco está convidado(a).

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Quinto dia

O que sobrou de nós acordou pra lá de tarde. Tínhamos uma combinação de ir de manhã num tal outlet do outro lado do Rio Tejo, mas ficou pra próxima vez.

Feriadão em Lisboa e nosso amigo Mário nos apanhou pra lá de meio dia. O destino era o Oceanário de Lisboa, mas no caminho tinha uma loja chamada Decathlon. Uma loja gigante só de materiais esportivos. É a disneylândia de quem gosta de esportes. Tem de tudo o que se possa imaginar em material esportivo. Do snowboard ao mergulho, passando por futebol, ciclismo... um verdadeiro espetáculo na terrinha.

Saimos de lá e fizemos um pitstop para almoço num shopping gigante chamado Vasco da Gama (por coincidência, era segunda-feira...), já que ele fica ao lado do Oceanário. Rango feito, partimos pra lá.

De cara descobrimos que esquecemos a câmera fotográfica. Ahhh... que bobagem. Quem iria precisar de uma... Pra salvar a pátria, o Mário estava com a dele. Sendo assim, todas as fotos foram tiradas com a câmera dele e, como até hoje ele só nos mandou 3 fotos, este dia de blog ficará ilustrado apenas com estas, até que ele tenha tempo de nos mandar as demais.

Vista linda


O Oceanário é uma gigante estrutura com um aquário mais gigante ainda no meio. Vááários tipos de peixes, como tubarões, barracudas, atuns, xaréus, raias jamanta e xitas, moréias e mais sei lá quantas espécies que não me lembro. Destaque especial pra um peixe lua gigantesco, que deixa os visitantes doidos. Uma estrutura linda. Em volta desse aquário gigante, vários outros menores em outros ambientes simulando os diferentes oceanos: Atlântico, Pacífico, Índico... cada um deles com seus animais típicos: focas, pingüins, lontras, etc. Pra quem nunca mergulhou, é uma ótima oportunidade de ter uma idéia de como nos sentimos qdo estamos debaixo d’água.

Nós e o Oceanário ao fundo


Uma das coisas que mais gostamos no Oceanário foi o seu mascote. Pra quem não acredita que um cabeçudo possa mergulhar, dá só uma olhada na foto aí embaixo. Ahahahaha... Preciso dizer de quem mais lembramos? Gustavinho, saudades, meu amigo!

Lelê, Dedé e o "Gustavinho"


Na saída do Oceanário voltamos pro mesmo shopping e fomos tomar uma cervejinha já em clima de despedida. Como ainda tínhamos que arrumar as malas, nossos amigos nos deixaram em casa cedo e assim nos despedimos deles e de Lisboa.

Agradecimentos:
1) Mário e a Paula, que com a maior paciência nos levaram pra lá e pra cá, nos mostrando um pouquinho da cidade que eles escolheram pra viver. Amigos, muuuuito obrigado pela hospitalidade, pelos programas juntos, pelo jantar, pelas caronas e pela atenção. Já estamos com saudades de vcs.

2) Ao tio e tia da Lelê, que nos acolheram maravilhosamente bem, com muito carinho e muitas mordomias. Esperamos revê-los em breve.

Amanhã bem de manhã partiremos pra Barcelona. Será a segunda das quatro viagens que faremos neste mês, mas quem disse que conseguimos dormir cedo?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Quarto dia

Sinistro como passa rápido. Já estamos no quarto dia. Se eu estivesse trabalhando, ainda seria umas 15 ou 16h do primeiro dia. Mas tudo bem...

Este dia foi um pouco diferente do terceiro. Com o cansaço acumulado e as cervejinhas que tomamos ontem, acordamos um pouco mais tarde. Fomos direto almoçar, a convite do tio da Lelê, num restaurante brasileiro chamado Sabor de Minas (acho que o nome era esse, mas, como não sou bom de nomes, posso estar enganado). Apesar do nome, o restaurante não é mineiro. Se parece mais com uma churrascaria rodízio, mas acaba tendo tbém um buffet bem sortido. Boa comida, boa picanha.

Saímos do restaurante e pegamos uma carona com o tio dela até a porta do Mosteiro dos Jerônimos, no bairro de Belém. Demos uma entrada pra conhecer, mas não durou cinco minutos porque demos logo de cara com os túmulos de Vasco da Gama e Camões. Mal deu tempo pra duas fotos e a Lelê já quis ir embora. Tudo bem. Lá é bonito, mas bastante parecido com os outros duzentos e quinze que visitamos.

Saímos de lá e caminhamos até o Monumento aos Descobrimentos. Bem legal, mas em dez minutos de caminhada o tempo deu uma virada e uma névoa espessa logo cobriu a cidade. Tem uma visita que pode ser feita ao topo do monumento para se apreciar a vista, mas a neblina era tanta que preferimos nem subir.

Monumento aos Descobrimentos


Próxima parada da caminhada: os famosos Pastéis de Belém. Bem, pra começar, eu nem sabia que a parada parece muuuuito mais com uma empada do que com um pastel. Mas tudo bem. Fila grande, mas rápida e logo estávamos provando a iguaria. Confesso que esperava mais. De tanto que falam, a expectativa era bem grande. Mas é bem gostoso sim.

Nós na fila dos Pastéis


De lá fomos, ainda caminhando, ao Museu dos Coches. Muito bacana. Tem coches do século XVI, XVII e XVIII. É impressionante o trabalho que se fazia manualmente nas madeiras dos coches. Sem contar as pinturas. De quebra, no final do museu, o coche de um rei deles que foi assassinado dentro do próprio coche, com direito aos furos de bala e tudo. Mórbido, mas historicamente bem bacana.

Coche do século XVII


A próxima parada foi tbém muito legal. Nosso melhor amigo português, Mário, nos buscou na porta museu e nos levou pra ver o jogo do Sporting contra o Belenensse. Apesar do jogo ruim (foi zero a zero), foi muito legal conhecer o estádio. Vários subsolos de estacionamento, alguns andares de shopping com cinemas e, em cima de tudo, o campo. Muito legal!

Estádio do Sporting


Após o jogo fomos conhecer a casa dos nossos amigos em Lisboa, que nos convidaram prum jantar regado a vinho e muito bate papo. Um final de dia à altura do que foi o nosso dia. Boa comida, bom vinho, boa conversa e uma gracinha de apartamento, com uma varanda simplesmente maravilhosa. Parabéns, amigos!

Apto dos amigos em Lisboa


O que sobrou de nós foi dormir sei lá que horas... amanhã tem mais.

Terceiro dia

Ó eu aqui de novo... Nosso terceiro dia em Lisboa tbém foi show. Conhecemos Cascais, Cabo da Roca e Sintra.

Cascais é bem de praia e gente endinheirada. Ruazinhas cheias de lindas casas e hotéis bonitos. A praia tbém é bem bacana, mas tava rolando um ventinho bem gelado. Logo de cara passamos na porta do Cassino Estoril. O cassino abre diariamente de 15h às 3h da matina. Pertinho tem uma estação de trem que leva de volta pra Lisboa. Às 4h da manhã sai um trem pra Lisboa de graça. O trem é conhecido como “o trem dos tesos” e serve pra levar de volta pra casa os que perderam toda a grana no cassino e não podem pagar nem a passagem. Mó maneiro, né?

Cassino

Lelê em Cascais

Vista das Falésias de Cascais


Esse banheiro aí embaixo, em Cascais, é muito maneiro. Colocamos vinte centavos e ele abre. Lá dentro, o vaso sanitário entra num compartimento para ser lavado (inteiro) automaticamente. Do lado de fora da porta tem uma inscrição dizendo que caso entre mais de uma pessoa, o banheiro “trava” e não funciona. Como bons brasileiro civilizados, não testamos, é claro!

Lelê e o banheiro


Próxima parada: Cabo da Roca. É bem legal tbém, mas não tem muita coisa pra ser vista não. O curioso do lugar é ser o ponto mais ocidental do continente europeu. Fora isso, só um mirante bem alto, com uma vista bem bonita do mar.

Pertinho do Brasil


Sintra é uma cidadezinha bem bonitinha e charmosa. Fica bem na encosta de uma montanha, então é cheia de ruelinhas e ladeiras. Tudo é pequeno e bonito. Ah... tem turistas de montão. Lá almoçamos num restaurante bem de turista mesmo, mas a comida estava bem gostosa. Depois demos uma volta a pé e já voltamos pro carro. Uma outra coisa legal (pelo menos pra mim) é que neste final de semana tem o GP de Portugal de motovelocidade (autódromo de Estoril, Lisboa). Com isso, Lisboa está lotada de motociclistas. Motos lindas e das mais diversas possível. Muuuuito legal. E acho que eles escolheram Sintra pra ser ponto de encontro. Preciso dizer mais?

Castelo em Sintra


De volta a Lisboa e ainda tínhamos a noite pela frente. Nosso casal de amigos preferidos em Lisboa nos levou pra tomar umas cervejas num bar chamado Chapitô. Ele fica bem alto e, se tivéssemos conseguido um bom lugar (precisava ter feito reserva, né, Mário?), teríamos uma bela vista. Mas mesmo assim foi ótimo. Conseguimos uma janelinha lá e, de novo, a cerveja e o papo foram divinos. Ótimas companhias, mas precisamos voltar cedo pra casa porque estávamos pra lá de cansados.

Cerveja e amigos...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Segundo dia

Bem, minha vez de escrever. Nosso segundo dia, como o primeiro, foi maravilhoso. Sol brilhando e um calorzinho que não chegava a incomodar. O destino foi Batalha, Alcobaça, Nazaré e Óbidos (nesta ordem). Só não me peçam pra lembrar os nomes dos diversos mosteiros, conventos e igrejas que visitamos nestas cidades. Alguns deles do século onze. Muitos túmulos acabaram fazendo a Lelê desistir de entrar em vários lugares – ela não gosta dessas coisas.

Em Batalha, um belo mosteiro com o túmulo de D.João I e várias homenagens ao soldado desconhecido (acho que da primeira guerra mundial). Tudo muito belo e fechamos tomando a primeira cerveja da viagem.


Mosteiro em Batalha


Em Alcobaça, mais um mosteiro do século onze ou doze (ou convento, sei lá), com vários túmulos (sei lá de quem) e uma proposta: “Vamos comer uns pastéis e tomar uma cervejinha? Tem uma pastelaria bem ali, ó.”. Corremos dos túmulos e sentamos numa das mesinhas da pastelaria até descobrirmos que, em Lisboa, pastelaria é loja de doces. Ahahahaha... Tudo bem, valeu pela cerveja e pela “tosta mista” (misto quente), que foi o que deu pra arrumar de salgado por lá..


Nós em Alcobaça


Pé na estrada, próxima parada Nazaré. Poucas coisas para serem vistas, mas valeu pela vista deslumbrante da praia de Nazaré e pela cidadezinha de praia, que é uma graça. Ahhh... quase esquecendo das esposas de pescadores que ficam “a vender” várias comidinhas (frutas secas, castanhas e outras nojeiras) – sempre “enfiando” as mãos nas comidas, nas roupas imundas e no dinheiro. Mas o mais legal mesmo eram os bigodes delas. Ahahahaha ... nunca vi coisa mais bisonha – preciso ficar uns dois meses sem fazer a barba pra ter um bigode do tamanho daqueles. Ahahaha...


Visual da praia de Nazaré

Óbidos é uma cidadezinha cercada por uma imensa muralha. Do lado de dentro, um castelo e vááárias ruazinhas estreitas e simpaticíssimas. Dá pra andar por cima da muralha em todo o entorno da cidade, mas precisa muuuita disposição. Até pra andar de carro é difícil, pois é tudo tão estreito que parece que o carro não passaria. Ahh... por lá rola uma bebida diferente: é o licor de Ginja (uma fruta de lá). Gostosinho, mas muito doce. Os turistas por lá caem dentro.


Castelo em Óbidos


Como não cabia mais nada no dia, ainda tínhamos a noite pra aproveitar e começamos a abusar de nossos amigos brasileiros em Lisboa. Mário (Gaúcho) e Paula nos receberam maravilhosamente bem e nos levaram pra jantar na Cervejaria Trindade. Depois de umas trinta e duas voltas de carro procurando vaga pra estacionar... ótima comida, vinho verde e a companhia não podia ser melhor. Ainda não satisfeitos, a madrugada já ia e fomos conhecer um dos barzinhos das docas. Chopes (que aqui se chamam “imperiais”) e muito bate papo (a conversa estava muito atrasada). Muito bom, mas nem preciso dizer que chegamos em casa exaustos, né? Mas ainda assim deu um tempinho pra uma foto no nosso quarto – espetáculo - só pra registro.


Mário, Paula e Dedé

Lelê e "ô" quarto

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Primeiro dia de passeio, super volta pela cidade. Esse é o "eléctrico" 28, um bondinho super tradicional, que anda por praticamente todo o centro.


Eu esqueci o nome dessa igreja (também, já vimos taaaaaantas), mas nos impressionou muito, principalmente o som do órgão, surreal.


Castelo de São Jorge - que vista!


Castelo de São Jorge



Muito astral o passeio, nós adoramos.


Enfim: Lisboa, cá estamos!

Nosso voo foi fora de série. O avião absurdamente bem equipado, monitores individuais, vários filmes, séries, desenhos, jogos, fantástico! Isso sem falar da comida! Uia!! E não balançou nadinha, nadinha :)