sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Décimo nono dia

A programação inicial de hoje era sair de Bandol, ir direto a Saint Raphael e, pelo litoral, chegar a Cannes, onde tínhamos um hotel reservado. A confusão já começou daí: o hotel não era bem em Cannes e sim em Juan Les Pins, que é um pouquinho depois de Cannes (dez minutos, no máximo). Só que nós pensamos que ficaríamos receosos de parar nos lugares pra conhecer com o carro cheio de bagagens. Sendo assim, resolvemos mudar tudo e ir direto ao hotel e depois vir “descendo” e passando por Cannes e todo o litoral entre Cannes e Saint Raphael.

Um recorte do mapa com as cidades que
passamos hoje


Logo que saímos de Bandol resolvemos dar uma paradinha no Carrefour pra comprar uns petiscos franceses para comermos durante a viagem. Qdo chegamos lá, todos ficamos doidos com a variedade de coisas que se pode encontrar num Carrefour de primeiro mundo. É realmente impressionante. Resultado: ficamos quase duas horas dentro do Carrefour. Ahahahaha...

Pé na estrada, chegamos em Juan Les Pins em mais ou menos uma hora e meia. O hotel era bem razoável e, depois de nos instalarmos, colocamos o pé na estrada de novo. Só que resolvemos mudar mais um pouquinho e, ao invés de já “descermos” em direção a Cannes, resolvemos conhecer Cap d’Antibes, que é um lugar, entre Juan Les Pins e Antibes, onde só tem mansões. É o lugar dos mais ricos na cidade dos ricos. Saca? De lá passamos em Antibes e resolvemos ir de Antibes a Saint Raphael por dentro (não pelo litoral), a procura de uma Cave de vinhos locais. A estrada foi linda, mas como era uma serra, não encontramos nenhuma Cave. Ahahahaha...

Em Saint Raphael, nós tbém não descemos do carro. A cidade é bonita, mas muito grande, com praias de águas claras e um vento pra lá de gelado.

Entre Saint Raphael e Cannes, paramos numa praia bem diferente: Anthéor. As pedras que formam o lugar são avermelhadas como se fossem de barro. É lindo!!

A ponte do trem em Anthéor

Anthéor e as pedras cor de barro

Parece barro, mas não é.


Depois “subimos” direto a Cannes e confesso que fiquei um pouco decepcionado com a cidade. Eu não sei de onde tirei a idéia de que a cidade era pequena. Bobagem! Cannes é gigante! Passamos pela orla e vimos o glamour que rola por lá. O hotel Carlton e o centro de convenções são simplesmente coisas de outro mundo. Só que é impossível se estacionar perto da praia e acabamos desistindo de parar por lá, sem contar que depois dos sete euros numa cerveja em Saint Tropez, achamos que a mesma não sairia por menos de doze euros em Cannes. Moral da história: voltamos pro hotel e fizemos um lanche gigante (by Carrefour) – só valia petiscos franceses e vinho nacional. Ahahahaha...

Nosso picnic

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Décimo oitavo dia

O dia de hoje foi um pouco diferente dos demais: pela primeira vez na França andamos sozinhos, sem os nossos amigos. O destino foi Saint Tropez e Sainte Maxime, mas no caminho até lá, passamos por algumas cidadezinhas lindas.

Saímos cedinho – logo depois do café da manhã “matinal”. Ahahaha... A primeira cidadezinha vista foi Le Lavandou, que é uma pequena e deliciosa enseada com uma praia linda e uma marina cheia de barcos deslumbrantes. Paramos o carro e demos uma volta na praia. Lindo! Depois paramos em Saint Clair, uma cidadezinha tbém de praia e igualmente linda. E assim se sucederam várias cidades pequenininhas e lindas, como Cavaliere, Cavalaire e Ramatuelle. Esta última não é de praia e tem destaque na nossa viagem pela beleza. Ela fica no topo de uma montanha e é cheia de ruazinhas estreitas, com bares e restaurantes que obviamente a maioria não estava aberta – só abre no verão, lembra? Mas é linda mesmo!

Marina de Le Lavandou

Praia de Cavaliere

Mamãe em Ramatuelle

Lelê em Ramatuelle

Dedé com "o" carro:
Até a placa!!! ("AB" = André Braga)


De lá fomos direto a Saint Tropez, que confesso, esperava que fosse uma cidade menor – não sei bem porque pensei isso. Saint Tropez é a cidade do glamour. Tudo lá tem charme. Os barcos – e que barcos – parados no cais impressionam até os mais acostumados. É uma coisa de louco – vc fica se perguntando como essas pessoas ganham tanto dinheiro. E as Ferraris no estacionamento? É impressionante! Igualmente impressionantes são os preços das coisas lá. Ahahahaha... um chope não sai por menos do que sete euros (ou quase vinte e um reais) – pasmem! Mas vale muito a pena ir lá conhecer. O visual e o astral da cidade são muito legais.

Saint Tropez: Linda foto!

Dedé em Saint Tropez

Caminhando em Saint Tropez

Saint Tropez: Soverte verde e amarelo


De Saint Tropez, fomos a Sainte Maxime. Mas, depois de Saint Tropez, foi difícil achar muitos atrativos em Sainte Maxime. A estrada é bonita, a praia é bonita, mas nem descemos do carro. Tiramos várias fotos, mas foi só isso. Já estávamos bem cansados e ainda tinha o trajeto de volta a Bandol (uns 80 km).

Chegando a Bandol, já sobrava bem pouco de nós três. Dá pra imaginar, né? E amanhã ainda teremos Saint Raphael, Cannes, Antibes e Juan les Pins.


Décimo sétimo dia

Ao contrário de Barcelona, onde acordávamos tarde quase todos os dias, em Bandol nossos cicerones não nos dão esse mole. O café da manhã acontece às 9h, impreterivelmente. Ufa ufa! Ahahahaha...

A programação de hoje foi conhecer Marseille, que fica a pouco mais de meia hora de carro de Bandol. Partimos pra lá umas 10:30h.

Marseille é uma cidade bem grande. Dizem por aqui que existe uma rivalidade entre parisienses e marseilienses, como cariocas e paulistas. Quanto maior é a cidade, mais importante é a ajuda dos amigos cicerones para que não percamos tempo vendo o que não precisa ser visto. Sendo assim, nossos amigos nos embarcaram num trenzinho turístico bem ao lado do porto. Confesso que eu nunca pegaria um trenzinho desses (e a Lelê concordou comigo), mas como estávamos bem indicados... Queimamos a nossa língua. Que sorte! O passeio foi muito bacana e, depois de percorrer várias ruas legais da cidade, o tal trenzinho subiu uma pirambeira danada em direção à igreja de Notre-Dame de la Garde (que em português seria Nossa Senhora da Guarda). O visual da cidade é fantástico, mas o frio... Não sei dizer exatamente a temperatura que fazia lá, mas o vento gelado quase nos matou de frio.

A fila do trenzinho de Marseille

Um portal (que não sei do que é)
numa das praias de Marseille

Estacionamento da igreja de
Notre-Dame de la Garde

Nossos amigos e o friiiiiio

Subindo pra Igreja

Ao fundo o Chateau D'iff

No alto da igreja - muuuuito friiiiio


Depois do passeio almoçamos na cidade e, muito traumatizados pelo frio, partimos pra Decathlon à procura de casacos mais adequados ao frio que parece que encontraremos pela frente.

Decimo sexto dia

Podemos considerar que este é o nosso primeiro dia de França. Conforme a programação feita pelos nossos anfitriões, demos um pequeno passeio pela belíssima Bandol pela manhã e, à tarde, um passeio de carro por uma cidade chamada Cassis, que fica a uma meia hora de Bandol.

Não precisamos mais do que uma hora pra conhecer Bandol. Cidadezinha de praia, tudo funciona muito bem, mas no verão – nas outras estações poucas coisas ficam abertas. De dia faz um belo sol, mas a noite faz uma friaca bem considerável pros padrões cariocas.

Lelê em Bandol

Dedé em uma das praias de Bandol.
Linda!


Depois do almoço fomos, de carro, conhecer Cassis. Tem um dito popular por aqui que diz que se vc for a Paris e não for a Cassis, é como se não tivesse visto a França (dito em francês, tem uma rima). Apesar de Cassis ser bastante bela, o dito é exagerado.

De cara, Cassis tem uma falésia gigantesca, que quando vista pelo mar impressiona. Chegando lá, fizemos um passeio de barco aos Calanques de Cassis. Pra quem não sabe (eu não sabia), os Calanques são cânions de pedra abertos no continente pela erosão do mar. O visual é fantástico. Pra quem curte escaladas, o lugar é parada obrigatória, com paredões que chegam a 250 metros de altura. Durante o passeio vimos muitas pessoas escalando as pedras. É bem bacana.

Dedé no porto de Cassis

D. Leda e nossa anfitriã Claire em Cassis

O farol de Cassis e, ao fundo,
a grande falésia

Uma das praias que se formaram
no meio de um dos Calanques de Cassis


Saindo de Cassis, pegamos uma estrada que vai até a cidade vizinha (La Ciotat) pelo alto da falésia. Mal passam dois carros pela estrada, mas o visual vale muuuuito a pena. Vc tem vontade de parar de cem em cem metros pra tirar uma foto (foi quase o que fizemos). É um passeio fantástico!

Lelê e mamãe no alto da grande falésia.
Ao fundo, o porto de Cassis.

Lelê no alto da grande falésia.
É tão alto que dá medo de ficar em pé.


Chegamos em casa já a noite. E, já mortos de cansados, não sobrou nenhuma disposição pra fazer mais alguma coisa. Jantamos e dormimos.

Momento Gatinhos

Nossos gatinhos, Brou e Peteleco, ficaram no hotel de nossa amiga, Lucy (Hotel da Gataria). Deixamos vários brinquedos, caminhas, paninhos e deixei roupas nossas, usadas, para que eles sintam nosso cheiro. Pois bem, Lucy encontrou no meio das coisas, uma camiseta minha que ainda não havia sido colocada perto deles e ao colocar, filmou a reação do Brou. Vejam o vídeo! Que coisa mais linda!! http://www.youtube.com/watch?v=fP5sV_HbU0g

Saudades!

domingo, 18 de outubro de 2009

Décimo quinto dia

Dia de viagem. Acordamos cedinho (como foi difícil) e partimos de carro - o santo tio Antônio nos levou de Barcelona a Perpignan, que é a primeira cidade grande francesa após a fronteira com a Espanha. Lá estava um carro alugado no esperando. Aliás, pra quem gosta de carro, não deixem de me perguntar depois sobre os detalhes deste carro. Não vou escrever aqui pra não encher o saco de quem não gosta (maioria). Só vou dizer que é um Citroen C5 com tudo o que tem direito.

A viagem merecia um parágrafo a parte, mas vou me limitar a dizer que nunca dirigi numa estrada com o piso tão bom. Nem nos USA eu encontrei uma estrada tão boa qto as do sul da França.

A próxima parada foi Bandol, que é uma cidade no sul da França entre Marseille e Toulon. Lá, mais um casal de anfitriões nos esperava. O casal Vignolo é amigo dos pais da Lelê tbém de muitos anos. Eles moraram no Brasil e falam um português muito bom. O apartamento deles é uma graça. Eles compraram dois apartamentos, um em cada andar, e os uniram com uma escada. O andar de baixo tem dois quartos (um pode ser uma sala de estar), um banheiro e uma cozinha pequena. No andar de cima, uma bela sala, uma bela varanda, com uma vista belíssima para o mar, uma cozinha e o quarto/banheiro do casal. Um espetáculo. Muuuito bem localizado, além da vista, vc desce, anda dois minutos e já está na rua principal de Bandol. Muito bom!

Tem até Casino em Bandol


Depois de muito bate papo, sobrou pouco de nós pra contar estória. O casal Vignolo nos ajudou a programar a maioria dos dias que ficaremos no sul da França. Depois disso, pra lá de cansados da viagem, fomos dormir.

Os Vignolo's e seu lindo apto

Décimo quarto dia

Nosso último dia em Barcelona começou com uma preguiça interminável. Foi muito difícil sair da cama, que dirá pensar em alguma programação. A única coisa certa era o jantar de despedida que a tia (mãe do David) estava preparando pra esta noite. Começamos então a pensar nos lugares que não fomos e que gostaríamos de ter ido. Claro que a lista foi grande. Em nove dias não dá pra conhecer uma cidade tão grande e com tantas atrações maravilhosas como Barcelona. Como estava difícil de decidir, elas resolveram que eu gostaria de conhecer o aquário da cidade. Partimos então pra lá.

Marina de Barcelona - ao lado do aquário


O aquário de Barcelona estava na “semana do tubarão”. Por isto, tinha tubarão pra todos os lados. Como o aquário do Sea World, este tbém tem uma esteira que te leva por dentro do aquário cheio de tubarões. É bem legal. Fora isso, váááários aquários menores com diversas espécies de peixes diferentes. Vale a pena ver.

Dragão do mar - morador do
aquário de Barcelona

Barquinho de pobre... deu mó pena


Saindo de lá, fomos almoçar no centro e depois resolvemos que estávamos cansados demais pra mais badalação e, como ainda tínhamos que arrumar as malas, resolvemos voltar pra casa. Chegando em casa não teve jeito: tivemos que dar uma dormidinha de duas horas. Show! Já acordamos com outra disposição

Malas arrumadas, fomos pro jantar de despedida. E que jantar! Com direito a champanhe francesa e com um jantar que deixará muitas saudades, nos despedimos da família e de Barcelona. Amanhã já estaremos na França.

Jantar de despedida - maravilhoso!


Agradecimentos:
1) Ao nosso cicerone maior. Não temos palavras pra expressar a gratidão pelo carinho, pela paciência e pela disposição que teve em todos estes dias conosco. Não dá pra mensurar o quanto ele fez com que nossa passagem por Barcelona tenha sido tão especial. Valeu, David! Esperamos vc no Brasil.

2) A nossa amiga Ana, que tbém fez o que pode para que conhecêssemos um pouco melhor a cidade dela. Foi pena não termos ficado mais tempo juntos. Valeu, Ana, venha nos ver no Brasil de novo, tá?

3) Ao tio e tia (Antônio e Rosa Maria) que nos acolheram tbém com tanto carinho e se desdobraram pra nos atender em todas as necessidades. Esperamos vê-los tbém no Brasil.

sábado, 17 de outubro de 2009

Décimo terceiro dia

Depois do feriadão e de quase matar nosso anfitrião, não tivemos coragem de sequer pensar em tentar marcar alguma coisa com ele hoje. Resolvemos então fazer um passeio por nossa conta. Como eu queria tentar comprar um patins (é uma vontade antiga), resolvemos dar um passeio numa das lojas Decathlon de Barcelona. E por aí foi o nosso passeio.

Qdo saímos de lá pegamos um ônibus que achávamos que nos levaria à Praça da Catalúnia, onde queríamos almoçar. Ahahaha... bobagem, né?! É claro que o ônibus não chegou lá. Ele parou na Praça dos Touros e o motorista teve que nos mandar descer (era o ponto final). Foi muuuito engraçado. De positivo, acabamos vendo o Palau Nacional (se não fosse por este “feliz” equívoco, não teríamos nem visto).

Belíssimo Palau Nacional


Depois de almoçarmos, fomos nos encontrar com a Ana, nossa amiga catalã, e acabamos tomando umas cañas em duas praças diferentes no bairro da Gracia (nunca vi um bairro com tantas praças diferentes), mas precisávamos voltar cedo, pois tínhamos um jantar combinado com amigos dos pais da Lelê.

Ana em mais uma praça em Gracia


Os Oller são amigos deles há muitos anos. Ele é amigo de infância do pai da Lelê e em hipótese alguma poderíamos ir a Barcelona sem encontrarmos com eles.

Eles foram nos buscar em casa e fomos jantar num restaurante muito agradável. Apesar de ser um pouco difícil de entender o que ele fala (muito mais fácil entender o que ela fala), o jantar foi agradabilíssimo. Depois só nos restou descansar de mais um dia de muita caminhada.

Nós e os Oller's

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Décimo segundo dia

Mesmo descansados não conseguimos acordar muito cedo. Aliás, mesmo descansando acordamos cansados pra caramba. E, como nós, David tbém está acabado. Por isso mesmo combinamos de nos encontrar só às 12h.

Nosso destino na segunda-feira do feriado foi a Barceloneta. Segundo David nos explicou, este bairro é originalmente um bairro de pescadores. Antes das Olimpíadas de 92, até algumas favelas podiam ser vistas por lá, mais para perto da praia. Com os investimentos de 92, o bairro foi praticamente reconstruído. Os moradores de favelas foram remanejados para vários prédios construídos na periferia de Barcelona e as favelas foram retiradas. Vários prédios foram construídos e tudo foi remodelado. Inclusive a praia, que não podia ser utilizada foi “refeita”. Hoje a praia é ótima e lembra muito a orla do Rio, com muitas pessoas correndo, patinando e andando de bicicleta. E a parte antiga de Barceloneta, é muito charmosa e acolhedora. Colorida, também cheia de bares e ruazinhas charmosas.

A praia de Barcelona

Ao fundo alguns dos prédios que foram
construídos para 1992

No sol tava muuuito calor


Chegamos lá de metro (se pode ir a toda Barcelona de metro, é muito maneiro isso) e demos uma boa volta a pé. O dia estava lindo e o sol fantástico (como estamos com sorte). Depois de sentarmos num bar e tomarmos uma cervejinha, fomos a um restaurante bem na beiradinha da areia e comemos uma paella maravilhosa, muito bem acompanhada por um vinho branco catalão. Tudo muuuito maravilhoso!

Lelê feliz com sua paella


Saindo de lá, fizemos mais uma boa caminhada atrás de uma sorveteria maravilhosa que o David recomendou. Valeu mesmo a pena. Depois caminhamos mais um pouco até o Passeo de Gracia e pegamos um ônibus até o Parque Guell. Este parque, desenhado por Gaudí, é uma atração imperdível de Barcelona. Um verdadeiro espetáááculo!

Nós e o Parque Guell

Lindíssimo jardim do
Parque Guell


Qdo saímos do Parque, já eram umas oito da noite e nós já estávamos exaustos. Como não poderíamos ir pra casa sem tomar uma saideira, paramos num barzinho brasileiro (que não lembro o nome) no bairro da Gracia. Tomamos não mais do que umas duas cervejinhas e fomos pra casa, de táxi, porque não agüentávamos mais andar.

Um final de feriadão maravilhoso. Ainda bem que amanhã não teremos que trabalhar. Já o David... coitado.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Décimo primeiro dia

Domingão, véspera de feriado e mais um dia de muuuuita disposição do nosso querido anfitrião David. Hoje ele nos levou numa cidadezinha de praia, a duas horas de Barcelona, chamada Cadaqués.

Sinceramente, achei que a combinação feita ontem – 10h lá em casa – não seria cumprida pelo David. Depois da noite de ontem, onde eu fui embora quase três da manhã e ele ainda ficou na festa, não acreditava que ele fosse conseguir acordar. Errei feio! Quase sem atraso nenhum, aqui estava o primo, firme, forte, de ressaca e cheio de sono (como eu tbém).

Mais uma vez pegamos um certo trânsito na estrada. Mas bem tranqüilo. Cadaqués é a cidade onde nasceu e viveu Salvador Dali. Um belo lugar, às margens do Mediterrâneo. Belíssimas construções, todas branquinhas, em ruazinhas estreitas com praias de calmas e águas transparentes...

Cadaqués - primeira praia


Logo que chegamos fomos “experimentar” o Mediterrâneo: caminhamos à primeira praia e colocamos os pés na sua gelada água. Na próxima praia – mais bonita ainda – nosso corajoso cicerone arriscou um banho, segundo ele, pra tentar amainar a ressaca. Depois andamos pela cidade e encontramos um restaurantezinho bem pequeno e bem local, com umas oito mesas (no máximo) e comemos uma bela macarronada (de ressaca não tem comida melhor).

Delícia de lugar


Depois do almoço, David disse que precisava dormir. E falou sério! Voltamos à praia mais bonita e ele esticou uma toalha nas areias pedregosas e dormiu por uma hora. Enquanto isso, nós aproveitamos pra dar mais uma andada e conhecer um pouco melhor a bela cidadezinha.

Mais uma praia


Um hotel de sonhos


Final de tarde em Cadaqués


Chegamos de volta a Barcelona lá pelas nove da noite. Completamente cansados, pela primeira vez, não topamos o convite feito pelo David pra umas cervejas em um pub. Preferimos descansar pra aproveitar o dia de amanhã.


Décimo dia

Combinamos ontem com o David que ele nos levaria a Montserrat hoje. Este lugar fica a mais ou menos uma hora de carro de Barcelona. É uma lugar montanhoso (montserrat significa montanha pelada, ou careca), com um grande mosteiro, igrejas, várias trilhas e uma vista que promete.

David passou pra nos pegar às 10h. A viagem pra lá foi um pouco mais demorada porque pegamos um certo trânsito – este final de semana tbém é prolongado aqui (segunda-feira, 12/10, tbém é feriado aqui). Por isto, muita gente tbém resolveu sair da cidade de carro. Mas nada que possa se comparar com o trânsito para a Região dos Lagos, por exemplo.

Já na estrada, o visual da montanha onde fica Montserrat é lindo. Chegando lá, é um pouco complicado de se estacionar (como toda Barcelona e arredores). Por isto paramos o carro bem antes da entrada do parque, o que nos obrigou a fazer uma caminhada de uns 20 minutos ladeira acima – a Lelê ameaçou desistir umas quatro vezes, mas aguentou firme. Ahahaha... Mas quando chegamos lá em cima, todo o sacrifício foi recompensado. Que lugar lindo! Que visual.

Chegando ao mosteiro de Montserrat


O mosteiro e a igreja de Nossa Senhora de Montserrat são belíssimos. Na igreja há uma fila gigantesca, que nunca diminui, para se ver de perto a imagem da santa, que fica na parte acima do altar. A fila percorre um caminho grande que vai da entrada da igreja e passa pela parte de trás do altar, subindo até a imagem da santa. Não entramos na fila, pra alívio do David, que já deve ter passado por lá várias vezes.

Mosteiro


Como pra baixo todo santo ajuda, chegamos no carro bem antes dos vinte minutos da subida. Voltamos por um caminho diferente do que fomos e derrepente o David entrou por dentro de uma cidadezinha com ruas de barro e ao pé da montanha até chegar a um restaurante que nunca imaginávamos existir ali. É um restaurante típico catalão, bem ao pé da montanha e todo cercado por um carregado olival. Vc paga um valor fixo e os pratos vão sendo servidos sem que vc escolha. Simplesmente uma orgia gastronômica. Uma coisa maravilhosa. Nos sentimos privilegiados porque era claro que aquele não era um lugar de turistas. Só quem conhece bem chega lá.

A entrada do restaurante, com as
montanhas de Montserrat ao fundo


A "orgia" gastronômica


O "pé de azeitonas" - espetáculo!


Chegamos em casa já era noite e já tínhamos duas festinhas pra ir: primeiro num pub não muito longe de casa. E a segunda era uma despedida de uma brasileira, amiga do David, que morava aqui e está de volta ao Brasil. A Lelê não quis ir à segunda festa, então, pra não deixar o David sozinho, fui com ele. Foi ótimo! Amanhã tem mais.

Mais uma noite, mais um pub.